A importância da língua Portuguesa para nossa vida.

Autor: Adriano Martins Pinheiro

A língua é um sistema que tem como centro a interação verbal, que se faz através de textos ou discursos, falados ou escritos. Isso significa que esse sistema depende da interlocução (inter+locução = ação lingüística entre sujeitos).

Partindo dessa concepção, uma proposta de ensino de língua deve valorizar o uso da língua em diferentes situações ou contextos sociais, com sua diversidade de funções e sua variedade de estilos e modos de falar. Para estar de acordo com essa concepção, é importante que o trabalho em sala de aula se organize em torno do uso e que privilegie a reflexão dos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua.

Isso implica, certamente, a rejeição de uma tradição de ensino apenas transmissiva, isto é, preocupada em oferecer ao aluno conceitos e regras prontas, que ele só tem que memorizar, e de uma perspectiva de aprendizagem centrada em automatismos e reproduções mecânicas. Por isso é que uma adequada proposta para o ensino de língua deve prever não só o desenvolvimento de capacidades necessárias às práticas de leitura e escrita, mas também de fala e escuta compreensiva em situações públicas (a própria aula é uma situação de uso público da língua).

 Sem a língua portuguesa, ao menos aqui no Brasil, seria meio complicado de se comunicar! Como qualquer outra língua, ela serve para a nossa comunicação, para a troca de informações.

A importância da língua portuguesa para nós é imensa, pois é a língua que falamos desde os nossos primeiros dias até o fim de nossas vidas, portanto a importância é imensa uma vez que é a nossa língua. Devemos respeitar e falar ela (A língua portuguesa).

Por exemplo, alguém já viu um americano, francês, alemão, Japonês, árabe ou de qualquer outra nacionalidade falando português em nosso país? Então já que eles não falam o nosso querido português, porque darmos maior importância a línguas estrangeiras? Devemos primeiro dar valor à aquilo que é nosso; só depois é que devemos dar importância a língua alheia, apesar da globalização devemos dar valor à nossa língua em primeiro lugar.

Tem uma importância central na nossa vida, pois é a língua que falamos. É através do idioma (qualquer que seja) que estabelecemos todas as relações entre as pessoas. Mas não significa que o idioma precise ser falado, pode haver idiomas não-verbais, como as línguas de sinais.

Embora se saiba hoje que o intelecto humano não é limitado pelos mecanismos de um idioma, é através dele, eminentemente, que compartilhamos experiências e ideias.

 Introdução

A importância da língua portuguesa e suas implicações são evidentes, mormente, na vida profissional. Basta refletir acerca da principal razão de eliminação de candidatos à vagas de emprego em determinados setores. A linguagem é o cartão de visita. Ao ouvir alguém por cinco minutos, já temos a ideia formada da formação da pessoa que está falando.

Quanto ao profissional

A capacidade de comunicação, seja ela por domínio da linguagem falada, escrita ou corporal, sempre nos traz consequências positivas.

O profissional que sabe se comunicar sempre se diferencia. Quem domina a norma culta da língua, e é apto a escrever e falar corretamente, está sempre à frente, diferencia-se da maioria, que incorre em erros banais e basilares.

Segundo Paulo Nathanel Pereira de Souza, presidente do Conselho da Administração do CIEE, "Saber escrever bem é transmitir ideias consistentes com a agilidade que os meios de hoje impõem. Saber escrever bem é ser um artista das palavras. E todos nós, empresas e profissionais, precisamos redescobrir urgentemente a eficiência dessa arte".

A maioria dos brasileiros - e digo maioria, sem exagero -, não tem capacidade de expressar-se. Faltam competências fundamentais, como; concatenar as ideias, aplicar a coesão e coerência em um texto, dissertar com introdução, argumentação e conclusão, bem como o domínio da ortografia.

A falta de capacidade de escrever, falar e ler corretamente decorre, por vezes, da falta do hábito de ler, pois quem lê com frequência escreve melhor, tem melhor raciocínio, melhor interpretação e melhor organização de ideias.

Para verificarmos este problema é suficiente entregarmos uma proposta de redação a um aluno que recentemente concluiu o ensino médio em determinadas escolas. Isto se torna mais trágico, quando o fazemos com alguns intitulados universitários.

Em uma reunião na empresa ou em uma apresentação destacam-se os que sabem defender seus argumentos de forma clara, convencer o auditório de forma válida, expor e fundamentar suas ideias de modo conciso e claro. Para tanto, é necessário o domínio das expressões.

Ao enviar um e-mail, elaborar um memorando, dirigir uma carta a um cliente, colaboradores ou superiores hierárquicos, o profissional revela a sua personalidade, demonstra a sua formação e grau de inteligência.

Não é possível entendermos por apto e qualificado, um profissional que não é capaz de escrever um texto corretamente. Também não é possível aceitarmos a ideia de que tal profissional gere uma boa imagem a empresa, se este não sabe falar de forma correta.

Para exemplificarmos, basta lembrarmos da sensação ruim e imagem negativa que formamos da empresa, quando somos atendidos por um profissional que diz coisas como: "vamos estar verificando", ou "vamos estar retornando". Isso, sem mencionar outros erros mais absurdos e grotescos, como o "mim fazer"; "mim ver" etc.

Destarte, infere-se que o investimento em profissionais qualificados e aptos a falar a própria língua é indispensável a uma empresa que deseja ter uma imagem positiva perante seus clientes.

Quanto ao marketing pessoal

O que abordamos anteriormente está, umbilicalmente, ligado ao marketing profissional. Haja vista, a impossibilidade de determinado profissional ter sucesso em sua imagem profissional, sem expressar-se corretamente.

A maioria dos nossos julgamentos é baseada em impressões. Se causamos uma boa impressão, conquistamos algo, adquirimos, agregamos. O investimento de agregar saberes, cultura e formação é altamente lucrativo e gratificante, principalmente na área profissional.

Quando trabalhamos em uma empresa possuidora de um grupo seleto e desejamos promoções e determinados cargos, devemos demonstrar nossa qualificação e competência para aquela posição. Ora, é incontroverso que para exercer tal posição, necessitamos de qualidades diferenciadas e postura profissional. Destas qualidades, a habilidade de se comunicar é um fator crucial.

Em cargos de liderança não se pode imaginar na qualidade de líder uma pessoa desprovida destes elementos, pois como disse Reinaldo Passadori: "Conhecemos muitas pessoas com grande capacidade de comunicação, mas não são líderes, todavia não conhecemos líderes que não saibam se comunicar".

 Em um processo seletivo para conquistar uma vaga, desde a entrevista, o examinador jamais deixará de avaliar as expressões do candidato, dependendo do porte da empresa e do perfil da vaga. Estará automaticamente eliminado aquele que se mostra incapaz de escrever e falar corretamente.

 Por outro prisma, até mesmo para conseguir um bom "networking" é necessário causar estas boas impressões, pois não conseguiremos crédito e confiabilidade, nem mesmo dos nossos contatos, se não nos mostrarmos bons profissionais, ou seja, aptos em fluência verbal.

 Disse o ilustre Professor Luiz Antonio Sacconi*:

 Existem basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais:

 1) a língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua-padrão, que compreende a língua literária, tem por base a norma culta, forma linguística utilizada pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade. Constitui, em suma, a língua utilizada pelos veículos de comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de serem aliados da escola, prestando serviço à sociedade, colaborando na educação, e não justamente o contrário;

 2) a língua funcional de modalidade popular; língua popular ou língua cotidiana, que apresenta gradações as mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão.

 Cabe a nós brasileiros, entendermos o momento próprio do uso de cada modalidade, tanto o momento formal, quanto o momento informal, para, assim, não nos depararmos em situações ridículas e inconvenientes.

 Falar e escrever bem gera admiração, apreço e projeta uma boa imagem para os nossos ouvintes e interlocutores. Consequentemente aumentamos nossa rede de contatos, adquirimos mais créditos e ampliamos nossas oportunidades.

 A eloquência e a habilidade de escrever levam o profissional a lugares que muitos não podem chegar. Ocuparão tais lugares, por mérito, os que investem em si mesmos e tem a consciência da importância de dominar a língua pátria.

*Luiz Antonio Sacconi é professor de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), gramático e lexicógrafo brasileiro, um dos mais conceituados do país, autor de mais de setenta obras, entre as quais Nossa Gramática Completa (32.ª edição), Novíssima Gramática Ilustrada (24.ª edição), Não erre mais! (31.ª edição), Míni Sacconi (12.ª edição), Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa, o primeiro dicionário comentado e crítico da língua portuguesa; Corrija-se! de A a Z (2.ª edição), Gramática para todos os cursos e concursos (4.ª edição), Português mais fácil - minigramática Sacconi (2.ª edição), "Gramática básica" (2.ª edição) e Guia Ortográfico e Ortofônico. O "Grande Dicionário"

 Quanto às relações interpessoais

 As proposições supra mencionadas, que esclarecem a importância do uso correto da língua, também são válidas neste tópico, destinado as relações interpessoais.

 Basicamente, é necessariamente entendermos que a comunicação verbal é imprescindível para conseguirmos externar uma ideia, ilustrar uma reflexão, fazer enxergar aquilo que outros não conseguem ver. E claro, todas essas situações são perfeitamente aplicáveis no cotidiano, seja na família, com amigos, com o cônjuge ou filhos.

 As relações são beneficiadas quando sabemos interpretar o que o interlocutor diz, quando sabemos trilhar os caminhos das ideias, pintando a imagem do raciocínio com as palavras cabíveis e apropriadas.

 Diagnosticando e remediando as deficiências.

 É muito difícil conhecermos alguém que não erre. Podemos nos aproximar da perfeição, caminhar objetivando o mais alto grau de conhecimento e competência, mas é quase impossível conhecermos o que domina a língua em sua excelência.

 Mesmo porque, até mesmo entre os mestres e doutores há divergências técnicas quanto ao emprego de algumas formas de expressão. A título de exemplo, percebi bastante divergência no que diz respeito à expressão "segue em anexo". Notei que mesmo professores da língua portuguesa tem opiniões divergentes na sua aplicabilidade.

 É louvável, mas não imprescindível, que alguém conheça profundamente a etimologia das palavras, a semântica e todas as regras complexas e que a maioria dos brasileiros ignora. Em contra partida, defendo que deveríamos, por sermos brasileiros, conhecer a língua pátria, de forma plena e excelente, pois se não sabemos falar a nossa própria língua, não poderíamos nos entender por seres inteligentes.

 

Os erros de concordância, por exemplo, são os mais percebidos, desde os mais grotescos, como os mais imperceptíveis aos leigos.

 Para ilustrar, podemos citar, que muitos não sabem que o correto é escrever: "Tenho bastantes livros" e não "tenho bastante livro. Erros como estes são encontrados, até mesmo, nos vocabulários de alguns professores. Outrossim, erros grotescos como: "hoje estou com menas paciência" ou "estou meia triste" são mais decorrentes dos menos cultos.

 Por fim, como exposto alhures, apenas o exercício, a autocorreção, a observação e a diligência, nos tornarão mais diferenciados e nos proporcionarão boas oportunidades.

 

1 INTRODUÇÃO

O processo de comunicação exerce forte influência na sociedade. Desde os primórdios das civilizações, o homem tem feito uso de variadas técnicas de comunicação. A princípio eram os gestos e as pinturas nas paredes das cavernas. Após, com o passar dos tempos e mediante o surgimento das novas tecnologias, esse processo vem se intensificando a cada dia que passa. Com ele, os indivíduos são capazes de refletir, recriar e disseminar o que se torna importante socialmente tanto ao nível dos acontecimentos (processo de informação) como do imaginário (são os grandes contadores de estórias, atualmente, através de novelas, seriados).

Os meios de comunicação desempenham também um importante papel educativo, à medida constituem-se em processos eficientes de educação, porque ensinam de forma atraente, dinâmica e voluntária.

A escola necessita, pois, repensar urgentemente a sua relação com o processo de comunicação, ela precisa considerar a comunicação como parte fundamental para a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem, porque a sociedade atual, uma sociedade globalizada, pautada na informação e no conhecimento, em que é preciso aprender a aprender continuadamente, caracterizada pela velocidade na geração e distribuição de informações precisa estar conectada com o processo de comunicação, bem como com os meios de comunicação de massa, a fim de que se possa obter um processo educativo de qualidade, onde o aluno seja parte integrante de uma sociedade igualitária e democrática.

 Levando-se em consideração as informações supra citadas, o presente estudo versará sobre a intensificação do processo de comunicação nas escolas, sobre o seu uso como ferramenta educacional, como forma de sistematizar as ideias no âmbito educativo, com vistas á instigação de atitudes que estimulem os professores e alunos para uma atuação mais dinâmica e participativa.

 O interesse pela temática em questão constitui-se na busca da compreensão das relações que se estabelecem na interação dos itens educação e comunicação notadamente, tanto no que se refere à formação dos profissionais que trabalham nas instituições de ensino como na ação dos alunos, mediante o desenvolvimento de uma boa comunicação. Sendo necessário também, compreender quais os efeitos práticos no contexto educacional, considerando a dinâmica acelerada do desenvolvimento tecnológico e a sua influência na flexibilização do acesso ao conhecimento.

 

2 COMUNICAÇÃO E SOCIEDADE

A conjuntura brasileira atual tem passado por profundas transformações em praticamente todos os seus segmentos, principalmente, no que tange ao campo social, político, econômico e científico, decorrentes do desenvolvimento tecnológico e da passagem para a denominada sociedade do conhecimento. As mudanças afetaram profundamente o comportamento das pessoas, no modo de pensar e atuar, nas relações sociais, no trabalho, enfim, em todos os aspectos da vida humana.

Levando-se em consideração o campo educativo, vale ressaltar que este não está à margem de todo esse processo evolutivo, à proporção que a escola necessita estar intrinsecamente ligada a todas as questões que envolvem as transformações que vêm ocorrendo na sociedade. As novas perspectivas para a educação requerem dos gestores e professores, segundo Libâneo (2002, p. 28), no mínimo: [...] uma cultura geral mais ampliada, capacidade de aprender a aprender, competência para saber agir na sala de aula, habilidades comunicativas, domínio da linguagem informacional, saber usar meios de comunicação e  articular as aulas com as mídias e multimídias.

Vale considerar que o processo de comunicação é de intensa relevância para a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem, à proporção que a proposta educacional de uma escola deve estar pautada em uma educação voltada para pensamentos críticos e proativos, em que os discentes tenham consciência do que falam, do que escrevem, do que pensam... Para isso, é de suma importância que haja um feed back entre docentes e discentes, onde o aluno questione e amplie às explanações / argumentações do professor, de forma que ele (o aluno) possa interagir de forma produtiva na exposição das informações.

É imprescindível que haja uma comunicação clara entre ambas as partes, ou seja, que o professor entenda o aluno e vice-versa, porque só assim o processo de ensino e o de aprendizagem podem se concretizar de forma eficaz. Uma comunicação, em que não há clareza na exposição das ideias, onde as informações ficam obscuras, havendo "ruído" nas mesmas, com certeza, ocasionará interferências na aquisição da aprendizagem, principalmente quando se têm em sala de aula alunos com dificuldades de aprendizagem.

 As dificuldades de aprendizagem não são uma exceção no contexto escolar. O insucesso do aluno pode ser oriundo de diversos fatores, tais como a dislexia, ou pode ainda ser resultado de problemas sociais, políticos, econômicos, familiares, dentre outros. Para ratificar essa informação, Kirk (1962, p. 263) assevera que:

Uma dificuldade de aprendizagem refere-se a um retardamento, transtorno ou desenvolvimento lento em um ou mais processos da fala, linguagem, leitura, escrita, aritmética ou outras áreas escolares, resultantes de uma deficiência causada por uma possível disfunção cerebral e/ou alteração emocional ou condutal. Não é o resultado de retardamento mental, deprivação sensorial ou fatores culturais ou instrucionais.

E, o professor, precisa estar ciente dessas dificuldades e agir no sentido de que os alunos que as têm possam aprender da mesma forma que os outros. Necessita, então, fazer bom uso de todos os meios de comunicação que dispõe.

A exigência de mudanças de atitudes do professor para o desempenho satisfatório do papel do educador, em função das transformações que se operam na sociedade, advêm da criação desses cursos, mediante as necessidades do momento. Assim, a capacitação e habilitação de profissionais como agentes de mudanças planejadas que atendam às aspirações da sociedade em relação à educação.

A sociedade é constituída por comunicação, assim é formada por linguagens, que se referem às formas de se comunicar, vários meios de transmitir informação e conhecimento. A sociedade, pois, lida com fatos; fatos estes que são relatados a partir de uma linguagem específica. No que concerne à língua, esta consiste em um sistema de signos orais e gráficos que compõem um código que serve os indivíduos em suas necessidades de comunicação. A língua como veículo da comunicação, pode apresentar várias modalidades. Essa é a definição científica de língua. Mas antes disso, língua é um fator social. Ou seja, a língua é um fator que modifica e faz movimentar a sociedade.

A sociedade é também feita de cultura. A cultura produz sociedade, assim como a língua. Cultura é todo fazer humano que pode ser transmitido de geração a geração. A língua é, portanto, um elemento da cultura de um povo. Formam-se pessoas e, consequentemente, forma-se a língua. A sociedade tem poder, ele só pode ser exercido através da língua e da linguagem. Assim, a influência que a sociedade exerce sobre o ser humano é realizada não só com a língua, embora principalmente, mas também com a linguagem. Linguagem verbal, linguagem não verbal, linguagem visual… Enfim, a influência é exercida de várias maneiras.

A língua exerce forte influência sobre toda a sociedade, a medida que nenhuma sociedade sobrevive sem comunicação. Propaganda, interação interpessoal, levando em consideração que o ser humano é, por natureza, um ser social. A informação e até a própria sobrevivência do homem dependem da comunicação, que é realizada através da língua. A língua tem formação psicológica, antropológica, sociológica, como já foi dito, e também científica, por meio da linguística, portanto a língua é o meio de locomoção, formação, e desenvolvimento da sociedade, aliada a outros fatores como produção, economia, etc.

Hoje, vive-se num mundo globalizado, o mundo do desenvolvimento, a sociedade da informação e do conhecimento A sociedade da informação refere-se à consequência da explosão informacional, caracterizada, sobretudo pela aceleração dos processos de produção e de disseminação da informação e do conhecimento. Esta sociedade caracteriza-se pelo elevado número de atividades produtivas que dependem da gestão de fluxos informacionais, aliado ao uso intenso das novas tecnologias de informação e comunicação. Culturas e identidades coletivas são uma consequência dessa nova era, em que houve uma padronização de costumes; trata-se do processo de globalização. Toda essa ambiência fez emergir vários benefícios no que concerne ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Mas também trouxe ao ser humano o dilema da saturação da informação. O computado transformou-se em forma prática e fácil de acumular e gerenciar dados. Este equipamento passou a auxiliar o homem no desenvolvimento de suas atividades rotineiras.

 O desenvolvimento das novas tecnologias, nas últimas décadas, vem afetando todos os setores da atividade humana, proporcionando maior agilidade de comunicação, reduzindo esforços nas rotinas diárias e ampliando as possibilidades de acesso à informação em todo mundo.

 Nesse panorama, a sociedade da informação baseia-se em um modelo de sociedade onde a informação encontra-se presente, de maneira intensa, na vida social dos povos. Porém, um dos mais importantes aspectos dessa realidade refere-se à a educação, à medida que um dos novos paradigmas da educação é aprender a aprender, é a construção de conhecimentos; isto é, adquirir habilidade para aprender, saber obter, utilizar e gerar nova informação; os sistemas de informação tornam-se extremamente importantes, pois podem contribuir para a sua democratização, ou seja, facilitar e aumentar o seu acesso e, mais ainda, contribuir para que a informação recebida transforme-se em conhecimento, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos.

Além de habilidade para aprender, a sociedade da informação exige dos cidadãos um processo contínuo de aprendizagem, porque a informação é cada vez mais efêmera e a sociedade está em processo permanente de mudanças. Conforme as diretrizes contidas no Livro Verde da Sociedade da Informação no Brasil:

 Educar em uma sociedade da informação significa muito mais que treinar as pessoas para o uso das tecnologias de informação e conhecimento: trata-se de investir na criação de competências suficientemente amplas que lhes permitam ter decisões fundamentais no conhecimento, operar com fluência os novos meios e ferramentas em seu trabalho, bem como aplicá-los criativamente nas novas mídias, seja em usos simples e rotineiros, seja em aplicações mais sofisticadas. Trata-se também de formar os indivíduos para ‘aprender a aprender', de modo a serem capazes de lidar positivamente com a contínua e acelerada transformação da base tecnológica. (TAKAHASHI, 2000).

A comunicação é, pois, fundamental dentro do sistema educacional de um país, pois, como parte integrante do sistema de informação, pode colaborar consideravelmente para a adoção desses novos paradigmas, ou seja, o paradigma da informação e do conhecimento.

 

3 A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO ÂMBITO DO PROCESSO EDUCATIVO

A comunicação consiste na mola propulsora para o desenvolvimento de qualquer setor, seja social, econômico, político, cultural e até mesmo o pessoal. No que concerne ao contexto educativo, os meios de comunicação exercem poderosa influência. Refletem, recriam e difundem o que se torna importante socialmente tanto ao nível dos acontecimentos (processo de informação) como do imaginário (são os grandes contadores de estórias, atualmente, através de novelas, seriados). Os Meios de Comunicação desempenham também um importante papel educativo, transformando-se, na prática, numa segunda escola, paralela à convencional. Os Meios são processos eficientes de educação informal, porque ensinam de forma atraente e voluntária – ninguém é obrigado, ao contrário da escola, a observar, julgar e agir tanto individual como coletivamente. A escola precisa repensar urgentemente a sua relação com os Meios de Comunicação, deixando de ignorá-los ou considerá-los inimigos. A escola também não pode pensar em imitá-los, porque nos Meios predomina a função lúdica, de entretenimento, não a de organização da compreensão do mundo e das atitudes.

A escola pode e precisa estabelecer pontes com os Meios de Comunicação. Eles podem ser utilizados como motivação do conteúdo de ensino, como ponto de partida mais dinâmico e interessante diante de um novo assunto a ser estudado. Podem os Meios apresentar o próprio conteúdo de ensino (cursos organizados em vídeo, por exemplo), bem como ser, eles próprios, objeto de análise, de conhecimento (estudo crítico da televisão, do cinema, do rádio, dos jornais e das revistas). A escola pode combinar as produções escritas convencionais com as novas produções audiovisuais, principalmente em vídeo, que capacitam o aluno a se expressar de forma mais viva e completa. A escola pode preocupar-se não só com os Meios, mas também com a comunicação como um processo mais amplo e que envolve a própria comunicação tanto dentro da sala de aula como nas relações entre direção, professores, alunos e funcionários, procurando desenvolver processos de comunicação menos autoritários e mais participativos. A escola precisa, enfim, no seu Projeto Educativo, considerar a questão dos Meios de Comunicação e da comunicação como parte importante – e não marginal – do processo educativo integral do novo aluno-cidadão, visando construir uma sociedade realmente democrática.

No que tange às novas tecnologias, vive-se atualmente em uma época de rápido desenvolvimento das tecnologias informáticas, com o acesso às redes globais de computadores, ao correio eletrônico, a bases de dados, a bibliotecas virtuais, a CD-ROMs, a uma enorme oferta de software, etc. Esse progresso provoca, pois, mudanças enormes na organização da nossa vida e do nosso trabalho.

Tais mudanças têm grande influência nos processos de ensino e de aprendizagem. Ficamos confrontados com uma série de dúvidas, mas também adquirimos algumas certezas. Uma é que o aproveitamento otimizado destas novas tecnologias implica uma mudança bastante perceptível das nossas formas de ensinar e aprender. O uso de textos, vídeos e sons (talvez até o aproveitamento de outros sentidos) pode revolucionar os processos de ensino/aprendizagem. O que predomina é a questão da interatividade. Trata-se da mudança de um ensino onde é limitado o papel do aluno na busca de informação e em que ele se tenta adaptar à informação existente para um ensino em que a informação se adapta ao aluno, onde quer que este se encontre.

A escola necessita preocupar-se não somente com os meios de comunicação em si, mas, sobretudo, com esse processo de um modo mais amplo, ou seja, a relação existente entre alunos, professores, coordenadores, supervisores, direção e família. Até mesmo no que se refere ao uso dos recursos didáticos, que também constituem-se em sistemas de comunicação. Não basta apenas ter esses recursos disponíveis, porém, saber fazer uso dos mesmos, até porque educação, aliada à tecnologia, incrementa os processos de ensino e de aprendizagem.

A tecnologia, portanto, é caracterizada como agente de transformação, de maneira que a maioria das inovações tecnológicas pode resultar em uma mudança revolucionária de paradigma. A rede mundial de computadores – a Internet – é uma dessas inovações. Após influenciar a forma como as pessoas se comunicam e fazem negócios, a Internet também vem influenciando, significativamente, o modo como as pessoas ensinam e aprendem, fato este que irá implicar, consequentemente, em maior mudança e deverá estar associada à forma como os recursos educacionais serão projetados, desenvolvidos, gerenciados e integrados para serem disponibilizados aos discentes.

Dessa forma, o desenvolvimento das tecnologias e a ampliação dos modos de comunicação criam um contexto que propicia às escolas uma ampliação do alcance de seus objetivos, pela possibilidade de expansão do conhecimento. Nesse cenário, evidencia-se a necessidade de manter a qualidade do ensino e intensificar sua expansão e diversidade, trabalhando no sentido de um sistema de interatividade com reconhecimento e qualificações capazes de assegurar a ampliação efetiva de acesso e de conclusão com êxito no ensino.

Mediante apregoa Lévy (1993, p.75), "as tecnologias têm papel fundamental no estabelecimento dos referenciais intelectuais e espaço temporais das sociedades humanas; isto é, todas as formas de construção do  conhecimento estão estruturadas em alguma tecnologia". Ratifica-se, portanto, que o todos os componentes da comunidade escolar, como sujeitos do processo de ensinar e aprender tem uma função primordial, uma vez que o processo de incorporação das tecnologias está diretamente relacionado com a mobilização de todos, cujo apoio e compromisso para com as mudanças não se limitam ao espaço da sala de aula, mas se estendem aos diferentes aspectos envolvidos com a gestão do espaço e do tempo escolar, com a esfera administrativa e pedagógica.

 

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 No panorama em que impera a sociedade contemporânea, denominada sociedade do conhecimento, possibilita-se a reflexão acerca dos conceitos de educação e comunicação, de forma que se promova uma crescente inter-relação entre esses dois itens. A educação, aliada ao processo de comunicação, permitem responder às exigências do mundo do trabalho, que cada vez mais precisa de profissionais com melhores níveis de educação geral e profissional. Ao mesmo tempo, às instituições de ensino são atribuídas novas obrigações, devido à quantidade, diversidade e a velocidade na evolução do conhecimento, pois nunca antes foi tão maciça a necessidade por formação.

Assim, torna-se imprescindível repensar o processo educacional no contexto da sociedade da informação e do conhecimento, à medida que a escola apresenta-se como possibilidade de formação profissional de qualidade e em grande escala, e o sucesso dessa instituição depende muito da definição e implementação de uma metodologia de ensino e de aprendizagem apropriados à linguagem pedagógica, com suporte das diversas mídias disponíveis, com processos estruturados, objetivos definidos e, um desenho instrucional que contemple todas as etapas e agentes do processo, bem como suas avaliações. Além disso, nenhuma tecnologia isolada pode resolver todos os tipos de problemas, bem como o sucesso no aprendizado depende mais da forma como esta tecnologia está aplicada no curso, do que do tipo de tecnologia utilizada.

Em suma, o tríduo educação x comunicação x tecnologia pode efetivamente ampliar os horizontes, não só pela flexibilidade, mas acima de tudo por proporcionar novas competências e novas formas de aprendizado. Para tanto, as instituições que trabalham na formação e capacitação sujeitos devem contemplar nas suas estruturas curriculares conhecimentos pertinentes às mudanças, tornando-se flexíveis a elas. No mais, buscou-se refletir sobre a necessidade de uma organização administrativa e pedagógica destas instituições, no sentido de articular os componentes espaço escolar e cultura tecnológica, utilizando como ferramentas as tecnologias de informação e comunicação.

Educar é, portanto colaborar para que professores e alunos - nas escolas e organizações - transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É auxiliar e apoiar os discentes na formação da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornarem-se cidadãos realizados e produtivos.

Na sociedade da informação todos necessitam estar reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar e a aprender; a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o individual, o grupal e o social. Uma mudança qualitativa nos processos de ensino e de aprendizagem acontece quando se consegue integrar dentro de uma visão inovadora todas as tecnologias: as telemáticas, as audiovisuais, as textuais, as orais, musicais, lúdicas e corporais.

 

REFERÊNCIAS

KIRK, S.A. Educating exceptional children. [S.l: s.d].

LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Tradução: Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

NÓVOA, António (org.). Profissão Professor. 2 ed. Porto/Portugal: Porto Editora, 1995.

TAKAHASHI, T. (Org.) Sociedade da informação no Brasil: livro verde. Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

 

A Importância da Língua Portuguesa no Mundo Globalizado

 Em meu artigo inaugural, falarei acerca de uma das minhas maiores paixões, a Língua Portuguesa. Discorrerei, então, sobre a nossa língua materna e sua importância e soberania no mundo contemporâneo. Já somos mais de 200 milhões de falantes no planeta, o que faz desse idioma o terceiro mais falado no universo linguístico ocidental, ficando atrás apenas do Inglês e do Espanhol. É importante ressaltar que a Língua Portuguesa é importante não apenas para Portugal, mas também para todos os demais povos que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, dentre os quais o Brasil aparece como a nação mais importante, na sua ascensão, considerando o elevado número de falantes e sua projeção a nível mundial.

Ao contrário dos que muitos pensam, o mundo do novo milênio não será bilíngue - língua nacional mais o Inglês, mas trilíngue ou quem sabe até multilíngue. A famosa globalização não ocorrerá somente em torno dos Estados Unidos, que se intitula a superpotência do planeta, mas ainda de forma diversa, em torno de grupos econômicos diferentes, sejam regionais ou continentais, como é o caso do Bloco Econômico da América do Sul e a União dos Países Europeus e até mesmo os blocos culturais e linguísticos como o da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e o da Comunidade dos Países de Língua Francesa.

É importante então que busquemos cada vez mais valorizar e defender a nossa língua materna. Afinal preservá-la denota muito mais do que somente zelar pelo falar de um povo, significa defender o que há de mais precioso em nossa nação: nossa identidade, nossos costumes, nossa história e até mesmo nosso futuro.

Refletirmos sobre este tema é, portanto, de extrema importância, haja vista que nosso idioma é o traço principal da união entre Brasil, Portugal e outros países falantes da Língua Portuguesa. A língua de Camões se tornou de forma intensa, um elemento característico da nação brasileira e veículo de comunicação de uma das mais ferventes e genuínas culturas do mundo atual.

Não devemos deixar que o moderno  Mundo Virtual nos iluda com a imagem de um suposto império da Língua Inglesa. O seu uso no mundo de hoje não substitui de forma nenhuma a função essencial e primordial de fortes línguas nacionais, como é o caso da nossa rica e maravilhosa Língua Portuguesa.

 

As palavras movimentam a vida

As palavras são criadas de forma consciente para dar nome às coisas. Assim, não há palavras sem “coisas”, embora possa haver “coisas” sem palavras, como bem sustenta o movimento Wört und Sachen (Palavra e coisa). As palavras, com o passar do tempo, sofrem modificações fonéticas, e seu sentido evolui espontaneamente. É pela linguagem verbal que o ser humano normal exprime pensamentos e sentimentos, numa comunicação interpessoal ou com grupos, que constrói uma sociedade capaz de desenvolver a cultura e o saber que poderão ser transmitidos de geração a geração. Esse acúmulo de conhecimento se faz, principalmente, através da língua escrita, que é a forma pela qual tentamos garantir com que as palavras sejam comunicadas de modo mais duradouro.

 O gramático Said Ali, em Meios de expressão e alterações semânticas, destaca alguns exemplos interessantes de evolução semântica: crânio é hoje o nome dado à caixa óssea que protege o cérebro. Deriva do grego kránion e tem como intermediário cranium, no latim medieval. É uma adaptação do termo francês crâne e passou a ser usado depois que se começou a estudar medicina e anatomia em livros franceses. Bugalho, desconhecido no português atual, era como se designava o globo ocular, que deixou sua marca na expressão ‘olhos esbugalhados’. Dedo mindinho, como chamamos hoje vulgarmente o dedo mínimo, deriva do nome meiminho ou meminho. Caput, do latim, deu origem a cabo e cabeça. Em italiano o termo atual para cabeça é capo, alternando com testa, nome dado pelos romanos ao pote de barro. Na França, chief, chef também alternou com test, tête, fixando-se o segundo pela semelhança com o pote de barro, duro e ôco como a parte suprema do corpo. Em português, e em espanhol, cabo passou a designar a parte terminal, a cauda, enquanto que, para cabeça, a palavra latina capitium tomou seu lugar.

Sobre o significado das palavras há duas posições divergentes. A primeira, considera o significado intrínseco à palavra e se baseia na existência de uma relação entre som e sentido, o que caracteriza aquilo que chamamos “signo motivado”. A segunda,  acredita na arbitrariedade do signo e diz que não existe relação alguma entre o som e o significado, caracterizando o que chamamos “signo convencional”, criado por uma espécie de acordo entre os usuários da língua.

Outro aspecto na observação dos fenômenos lingüísticos é a questão abordada por Pierre Guiraud (1979), que menciona dois fatos indiscutíveis. Primeiro, que o uso mais ou menos consciente das palavras motivadas determina o seu emprego e sua evolução. Segundo, que toda palavra é originalmente motivada, mas que o uso convencional tende, com o passar do tempo, a apagar a motivação do signo, o qual tende a tornar-se arbitrário, ainda que sem excluir a motivação.

 O semanticista Stephen Ullmann  (1973) afirma não haver, nas palavras, conexão entre som e sentido. O que existe, em verdade, é motivação de natureza fonética (onomatopéica), morfológica e semântica.

Ao estabelecer paralelo entre as línguas, na realização de uma mesma palavra, como por exemplo em inglês, francês, espanhol, italiano, romeno, latim, alemão, russo, húngaro e finlandês sobre a palavra “cuco”, que é em cada uma dessas línguas, respectivamente, cuckoo, coucou, cuclillo, cuculo, cucu, cuculus, kuckuck, kukushka, kakuk, käki. , diz Ulmann existir, nesse caso, uma “afinidade elementar”, uma semelhança na percepção do mesmo som, mas a isso não se deve dar muita importância, pois a imitação não é completa e cada língua a convencionou de maneira própria.

Ainda, sobre a  criação das palavras, a motivação semântica é bastante usual. Tem-se, aqui, uma palavra já conhecida e a partir dela nascem outras,  ora pela transferência de sentido, ora pela semelhança de forma, de cor, de função, como em <> (uma ferramenta), <> (um pedaço de papel), <> (horário do início da noite), <> (parte interior da boca), <> (parte da perna), <> (parte da mesa), <> (o vinho do copo) etc.

Como é possível notar, as possibilidades de alterações semânticas por que passam as palavras, ao longo do tempo, partem de sua motivação fonética, morfológica e semântica. A explicação do que vem a ser a etimologia contribui para mostrar que os falantes se servem da língua não como um meio, mas como um fim. Estudá-la, do ponto de vista diacrônico, é uma forma de observar esses processos de mudança das palavras até sua forma atual. Esse processo pode ser mais bem compreendido por meio dos estudos da Semântica Diacrônica.

 A língua portuguesa tem uma grande importância no nosso dia-a-dia. Mais apesar de usarmos ela o tempo todo o índice de analfabetismo ainda é muito grande. Na hora de procurarmos um trabalho, o primeiro aspecto que eles olham, e a pronuncia certa da linguagem, e muitas pessoas perdem a oportunidade de emprego por debilidade na fala e principalmente na escrita. Nós achamos que a língua portuguesa, além de ter uma grande importância na busca de emprego, ela também tem grande valia na hora de prestar um concurso, por isso devemos nos aprimorar o tempo todo.

No dia-dia portas estão sendo abertas e nós precisamos estar atualizados para poder passar por uma dessas portas, mas aí você me pergunta, o que tem a língua portuguesa a ver com isso? Ora está claro, se você não souber escrever não chega muito longe, se não souber redigir um texto também não, fazer uma redação então, isso é língua portuguesa.

A cada momento de nossas vidas a língua portuguesa se faz presente, quando aprendemos a falar, muitas palavras saem erradas e isso é normal, mas quando vamos crescendo esses erros vão sendo corrigidos e, com o passar do tempo eles até somem, graças a nossa língua portuguesa.

Nascemos, crescemos e morremos, a língua portuguesa também, ela nasce, cresce porém não morre ela se fará presente eternamente por que para tudo na vida, seja na nossa ou da de quem vai nascer existe o progresso e o progresso do ser humano é saber falar, ler escrever, interpretar, acentuar, redigir, etc.

Sabendo essas coisas básicas estaremos prontos para começar a abrir as primeiras portas do futuro.

Nos tempos atuais saber os conhecimentos específicos da área de atuação já não é o suficiente, é necessário saber transmitir as informações coletadas de forma clara e precisa, logo está evidente que o domínio da norma culta da língua portuguesa é necessário para o bom profissional.

As palavras conferem poder e o profissional que sabe usá-las corretamente, seja da maneira escrita ou falada, é bem visto no mercado de trabalho. Expressar-se corretamente é como um cartão de visita do profissional, um cartão que pode ajudá-lo a conquistar o mercado, simplesmente sabendo usar o poder das palavras, afinal falar bem demonstra o perfil da pessoa e logo o nível cultural da mesma. As empresas hoje em dia têm buscado cada vez mais profissionais que saibam se expressar corretamente, pois o dialogo é o melhor procedimento para se conquistar um cliente e até mesmo convencer os supervisores, e o dialogo só será bem realizado se a pessoa que quer se comunicar saber como fazer isso da maneira correta.

A resposta para se escrever bem não está em nenhum truque mágico, basta desenvolver hábitos de leitura e escrita. O profissional que desenvolve estes hábitos terá facilidade em se expressar e persuadir o ouvinte.

O professor educador deve ter como essência de sua profissão, a busca constante pela formação permanente dos princípios e saberes necessários para exercer com dignidade o seu trabalho; e é pensando assim, mas precisamente no melhor desenvolvimento da nossa língua tanto em sala de aula como também no convívio social, que proporciona a nós professores um contato direto com os educandos, sendo assim o exercício do magistério torna-se mais prazeroso e coloca-nos diretamente no alvo para desenvolver todos os processos que contemplam o ato de ensinar.

A língua portuguesa é uma junção de várias outras línguas dentre elas podemos destacar a mais importante que é o latim, além dessa podemos citar várias outras (Indo-europeia, Itálica, Românica, Ítalo-ocidental, Românica ocidental, Galo-ibérica, Ibero-românica, Ibero-ocidental, Galego-portuguesa) refletindo sobre isso podemos concluir o valor de importância para todos.

Como conciliar essas diversidades de maneira correta?

R= Estudando essa belíssima língua de forma geral.

Mas nossa língua tem a uma importância de ser um idioma de um grande país Americano (ou seja que se localiza no Continente Americano) o "Brasil"!! E outros Países localizados na Europa (Portugal), na África e até na Ásia. (Ou seja, uma importância cultural). Tem uma importância histórica na Ásia de fazer uma pequena interferência em idiomas asiáticos, por causa da expansão marítima portuguesa! É uma dos mais importantes idiomas de origem Latina! (Veio do Latim ou "Latim vulgar" = falada pelo antigo povo de Roma/Itália...!) Como tem origem Latina, é parecida com outros idiomas como o Galego, Espanhol/Castelhano/Esperanto, Italiano, (muito pouco o Francês) e várias outras também!! Assim a comunicação é bem "universal", sendo uma coisa boa!! ... e várias outras coisas!!...


DICAS DE GRAMÁTICA

Prazeroso  ou prazeiroso ?

A  terminação "-oso"  indica idéia    de   abundância,    de excesso. Lugar perigoso é lugar  cheio  de perigo; comida gostosa  é  cheia de  gosto. E homem fogoso é cheio de fogo. É bom lembrar que essa terminação se  escreve  com "s". Nada de "saborozo",  "gostozo".  Então, se de calor se faz caloroso, e não caloiroso,  se de fervor se faz fervoroso,  e não fervoiroso, de prazer só se pode fazer prazeroso, sem "i": um lugar prazeroso.

A expressão correta é a nível de ou ao nível de?

A expressão a nível de, não existe. A forma correta é ao nível, ou seja, à mesma altura, ao mesmo nível, em igualdade de níveis. Então, ao nível de.

Quais as grafias corretas dos futuros campeonatos, em sequência, após a conquista do pentacampeonato pela Seleção Brasileira de futebol?

Tudo começa com o título de campeão; depois, bicampeão, tricampeão, tetracampeão, pentacampeão (ora conquistado pelo Brasil); a seguir, hexacampeão (ecsa), heptacampeão, octacampeão, nonicampeão e, se tudo der certo, decacampeão, em 2022. Claro que o décimo campeonato pode ser conquistado após esse ano, já que não depende de vencer em sequência a cada quatro anos. É importante notar que essas palavras não começam com prefixos, e sim com elementos de composição (bi, tri, tetra, hexa etc.) que não são seguidos de hífen. Todas essas palavras, sem exceção, são grafadas juntas. Finalmente, um lembrete importante quanto à pronúncia de nossa próxima conquista, o hexacampeonato: o x tem o som de cs, e não de ch, nem z.

 

ALFABETIZAÇÃO E O ENSINO DA LINGUA PORTUGUESA

 

INTRODUÇÃO

A partir de entrevistas realizadas com uma educadora do 1º ano e outra do 5º ano do ensino fundamental, bem como a participação em aulas ministradas pelas mesmas, foi possível verificar na prática pedagógica como o educando convive com práticas reais de leitura e de escrita que circulam pela sociedade como o professor cria situações que tornam necessárias e significativas às práticas de leitura e escrita, as quais serão expostas no desenvolvimento desse trabalho.

 

ALFABETIZAÇÃO E ENSINO DA LINGUA PORTUGUESA

Após observar uma sala de aula do 1º ano, foi possível verificar que ocorrem práticas de leitura sempre no primeiro horário, ou em momentos reservados utilizando textos diversos (parlendas, contos, advinhas, receitas, revista recreio, revista ciências, poemas, letra de música, etc.). A professora tem sempre a preocupação de explicar a intenção da leitura e estimular também as estratégias de leitura e escrita para o uso da comunicação, escrevendo cartas junto com as crianças, ensinando a utilizar a leitura e a escrita, ressaltando os seus objetivos.

O ambiente é alfabetizador contendo em sala de aula um cantinho de leitura, alfabeto em letra maiúscula e minúscula pintado na parede, quebra-cabeça, jogos de encaixe com letras e alfabetos móveis. A professora trabalha diferentes ritmos musicais, com muito movimento, danças, brincadeiras, coordenação motora, noções de espaço, dentro, fora, para que a criança desenvolva na escrita, durante a observação os alunos dançaram “Waka waka” e “A galinha da angola” músicas que fazem parte do projeto África que a escola toda participa.

A professora alfabetiza letrando, pois utiliza na sala de aula textos com funções sociais como receitas, cartas, cantigas, etc., aproximando o aluno dos usos sociais da escrita e da leitura que circulam na sociedade. A escrita e a leitura são importantes na escola, porque são importantes fora dela e isso é ensinado aos alunos dessa sala.

 Na sala do 5º ano a professora organiza momentos de leitura livre, levando os alunos na biblioteca da escola e orientando-os a emprestar os livros disponíveis. Em grupos realizam a leitura compartilhada e fazem um jogo onde as meninas perguntam sobre os verbos existentes na frase e os meninos respondem e vice-versa.

Dentro da perspectiva do letramento foi possível observar a professora realizar uma atividade onde um aluno é o escriba de um texto jornalístico, escrito na lousa com a participação dos demais, essa interação aguça o interesse dos alunos, motivando a participação de todos, bem como fazendo-os entender a função do texto jornalístico de trazer uma informação.

Segundo a professora ela utiliza várias formas de registros da variedade linguística, sempre com o objetivo de levar o educando a conhecer e respeitar o português falado e a valorizar a leitura como fonte de informação, para serem capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos, não foi possível observar na prática, devido o tempo disponível.

Dentro da sala os trabalhos são expostos em um mural, é oferecido uma variedade de gêneros e tipos de livros (revistas, gibis, enciclopédias, etc.) na biblioteca da escola.

JUSTIFICATIVA

Entre os desafios da educação destaca a efetivação do processo de alfabetização, no tocante ao letramento e ao pleno domínio do universo da leitura e da escrita São metas do PNE(Plano Nacional de Educação) a elevação do índice do IDEB atualmente no Brasil é de 5.0, última atualização feita em 2011 para as  séries iniciais do Ensino Fundamental. De acordo com os dados o Brasil atingiu todas as metas estabelecidas e em todas as etapas do ensino básicos – anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e médio. Nos anos iniciais o Ideb ultrapassou não só a meta para 2011 ( de 4,6), como também a proposta para 2013, que era de 4,9.

Na avaliação do ideb duas áreas são evidenciadas o conhecimento matemático e o conhecimento linguístico (leitura, escrita e interpretação) considerando matrizes de competências e aprendizagem em sala de aula, principalmente, nas séries onde temos o princípio do contato com as primeiras palavras.

Quando falamos em letramento estamos vislumbrando o conceito de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita enquanto alfabetizar é um processo do letramento que é a ação  de ensinar/aprender a ler e a escrever. A criança mesmo não alfabetizada, já pode ser inserida em um processo de letramento. Pois ela faz a leitura incidental de rótulos, imagens, gestos, emoções. O contato com o mundo letrado é muito antes das letras e vai além delas. É preciso tornar o ato de aprender prazeroso, preservando o conteúdo no ponto de vista conceitual, atitudinal e procedimental e mesmo assim divertida.

O lúdico em sala de aula é promover o encantamento pelo saber, descobrindo sua aplicabilidade e importância no cotidiano de modo sutil e eficaz.

 

OBJTIVOS DE PROPOSTA:

 A) OBJETIVO GERAL :

Despertar no aluno o prazer pela leitura e mostrar com a prática a reflexão mais profunda do ato de ler, levando em conta a consideração a ideologia que está inserida nos textos apresentados.

B) OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Elaborar mecanismos facilitadores da compreensão da leitura;
  • Vivenciar textos que possam servir de suporte na vida real, no cotidiano;
  • Apresentar leitura de textos diversificados (filmes, fábulas, poemas, músicas) como fonte de informação, aprendizagens e lazer ao aluno.
  • Através de fábulas, conceituar os  valores morais, ética e cidadania.
  • Priorizar o desenvolvimento das habilidades comunicativas a partir da leitura, valorizando a linguagem oral e escrita;
  • Resolver pequenas situações matemáticas, tendo como base a leitura e interpretação.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.

 Observamos que os professores de Língua Portuguesa, ao longo do tempo, em sala de aula, percebem as dificuldades que os alunos têm em ler e interpretar, entre, outros problemas como trabalhos de leitura.

Existem diversas formas de leitura, que provocam aos alunos condições de melhoramento nos quais podemos citar o ato de ler as letras de uma página que pode representar apenas elementos disfarces para a leitura. Exemplo: o astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o público lendo os movimentos da dançarina no palco; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo, admiração, enfim, todos compartilham com os leitores de livros a arte de traduzir signos.

Para Martins (1994) correlaciona a leitura à própria ideia e necessidade de ler e interpretar aquilo que nos cerca, o que constitui a leitura de mundo e da realidade que é apresentada a cada um de nós.

A leitura sem compreensão não é leitura. Por isso a leitura precisa ser atenta, inteligente, que haja interação entre o leitor e o texto lido. Ler é atribuir significado, é formular um significado para o texto lido. E, saber escrever supõe antes de tudo, saber ler e pensar. Pensamento esse que é expresso por palavras que são registradas na escrita e interpretada pela leitura. Com todas essas atividades relacionadas podemos concluir que quem não pensa (ou pensa) não escreve (ou escreve mal) e quem não ler ( ou ler mal) não escreve (ou escreve mal).

No processo interativo, a leitura e a escrita acontecem de forma inter-relacionada através das interações sociais. Faria (2002, p.69) ao abordar os processos de interação e interiorização utilizava da fala de Morin: “Pela interação entramos em contato com tudo que nos rodeia; captamos as mensagens, revelamo-nos e ampliamos a percepção externa. Mas a compreensão só se completa com a interiorização, com o processo de síntese pessoal, de re-elaboração de tudo que captamos por meio da interação (2000.p.25).”

O sentido da presente proposta é desenvolver atividades que estimulem a interação, integração e comunicação dos alunos, fazendo com que eles sintam prazer pela leitura em seus vários aspectos e modos de caracterização. Ressaltando que o objetivo desse trabalho é contribuir para a formação de cidadãos críticos, participativos, conscientes, capazes de compreender a leitura como mecanismo de re-significação social. E a escrita como exposição de sonhos, fazendo-se necessário criar um ambiente propício para o desenvolvimento da afetividade e na ativa participação da criação e socialização de saberes.

Com isso o aluno deve ser estimulado a expressar com clareza as diversas situações comunicativas do cotidiano, demonstrando seus sucessos e fragilidades, sem medo de ações punitivas vindos do professor em que deverá argumentar-se com o mesmo, ajudando-o a tecer relações de sentidos que ainda não foram contextualizados.

 

CONCLUSÃO

A alfabetização e o letramento, são hoje fundamentos da educação e devem ser encarados como essenciais para que o educando atinja um nível satisfatório de compreensão do mundo, é isso que alfabetização e o letramento fazem, além de demonstrar os signos e símbolos, faz com que compreendamos o mundo em que vivemos. O professor alfabetiza letrando quando compreende o universo do seu aluno e aplica todo seu conhecimento e sabedoria com base nessa realidade, dando sentido ao aprendizado. Apesar de se mostrar ainda como um grande desafio alcançarmos a alfabetização ideal na prática pedagógica, através desse trabalho podemos concluir que a educação atual caminha rumo a esse objetivo.

Fontes: http://professoraterezanadja.blogspot.com.br/2011/11/importancia-da-lingua-portuguesa-para.html

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080428134718AA7HdjI

http://www.artigonal.com/recursos-humanos-artigos/a-importancia-da-lingua-portuguesa-e-suas-implicacoes-428700.html

http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/comunicacao-e-a-pratica-educativa-a-importancia-do-processo-de-comunicacao-no-ambiente-escolar-4915358.html

http://www.gostodeler.com.br/materia/78/A_Import%C3%A2ncia_d.html

Autor pesquisador: Vitorio Helatczuk

Montagem: Vitorio Helatczuk

 

 

 

 

 

 

Comentários  

 
0 #2 diva gonçcal gomes 22/05/2013 05:36
muito bom
Citação
 
 
0 #1 Thomas Antunes Jr. 28/12/2012 16:14
O senhor citou texto do Prof. Luiz Antonio Sacconi, mas não deu informação nem mesmo na bibliografia sobre a obra em que está o citado texto.
... Valeu Thomas, agora fizemos algumas referências as obras do Professor, está logo após o texto do mesmo. (Vitorio)
Citação
 

Adicionar comentário