PROGRAMA DE FORMAÇÃO INICIAL PARA PROFESSORES EM EXERCÍCIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

TÍTULO:

A IMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA NO DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

EIXO:

O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

 ÁREA TEMÁTICA: CIÊNCIAS NATURAIS E MATEMÁTICA

 

 

 ALUNA: INDIALINE CRISTIANE DA SILVA TONSAK

 

 TUTORA: NELSIMAR GONÇALVES DA ROCHA

 

 ORIENTADOR:WILSON APARECIDO PEREIRA

AGF/CEFAPRO – JUINA

 

 

JUINA - MT

JUNHO - 2011

 


Trabalho apresentado à agência Formadora do Cefapro no Programa Proinfantil, como parte das exigências para obtenção do certificado de conclusão do curso.


DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho às minhas amigas, Rosilene, Roseli e Luciana, pelos momentos de alegria que passamos ao longo desses dois anos de Proinfantil e também aos meus filhos Douglas e Melissa pelo tempo que deixei de estar com eles desenvolvendo este projeto.

AGRADECIMENTOS

 Eu agradeço às minhas amigas Rosilene, Roseli e Luciana pela contribuição com materiais de estudo que ao longo desse trabalho foram muito importantes para o meu conhecimento acerca da matemática na educação infantil.

 


RESUMO


Este trabalho mostra como desenvolver as noções matemáticas desde a infância proporcionando conhecimento relativo a números, medidas, geometria e noções espaciais, temporais. Usando a ludicidade como recurso de ensino pode-se desenvolver atividades matemáticas na escola infantil, uma vez que estamos inseridos no universo dos números desde que nascemos. As crianças são capazes de desenvolver noções matemáticas mesmo antes de entrar na escola, as quais são proporcionadas pela brincadeira e jogos. Desde ainda muito pequenas devem ter contato com conceitos da matemática. Nesse período, as crianças devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. A criança deve ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras para construir seu conhecimento acerca do mundo.

 


INTRODUÇÃO

A matemática está presente em nossa vida desde o nascimento, onde tudo gira em torno de números, medidas, operações, figuras geométricas; através dos meios de comunicação que demonstram uma infinidade de informações da linguagem matemática.

No brincar a criança entra em contato com essa linguagem para marcar a passagem do tempo, medir distâncias, distinguir o pesado do leve, ter conceitos espaciais como em cima e embaixo, fora e dentro, frente e atrás. A matemática está presente em todas as atividades do homem, seja simples como repartir algo ou complexa como projetos de engenharia.

Com o objetivo de analisar a importância do trabalho com a disciplina matemática na educação infantil, entre crianças de 3 e 4 anos e como esses conteúdos podem desenvolver noções  básicas elementares é que se atira nas fundamentações com a finalidade de encontrar respostas.

Na Educação Infantil, que é uma modalidade eminentemente ativa, os procedimentos didáticos devem estar pautados tanto nas atividades práticas quanto na via dos conteúdos, desde que os mesmos sejam significativos. Entretanto, existem discussões sobre o que se deve ensinar nessa modalidade de ensino.  Por exemplo: pode-se alfabetizar na educação infantil? Essa problemática é um dos dilemas que afligem os teóricos da educação. Inclusive, há diferentes posições entre os que defendem a alfabetização, também são divergentes as posições daqueles que são contra.

Ainda que na alfabetização esteja subentendido o aprendizado matemático, o conteúdo desse ramo de atividade, como uma disciplina formalizada, há quem defenda que deveria ser reservada aos anos seguintes da escolaridade, uma vez que, desde a Educação Infantil, as crianças já sabem muito sobre relações matemáticas, pois estão expostas todo tempo a esse gênero de conhecimento. Entretanto, também há aqueles que defendem a formalização desses conteúdos ainda na educação infantil. Surgem então as indagações: como os teóricos vêem o ensino dessa disciplina? Quais conteúdos devem ser abordados? Com que abordagem metodológica? Quais as benesses para o desenvolvimento intelectual dessas crianças, especialmente as que têm três ou quatro anos de idade?  Além disso, uma questão que merece atenção, frente às frequentes críticas ao modelo de ensino de Matemática vigente, é fundamentalmente pensar como torná-la significativa para os alunos. Essas questões tornaram-se diárias no cotidiano dos professores que atuam nos Centros de Educação Infantil da cidade de Juína, no Estado de Mato Grosso.

 

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Por ser um tema polêmico e para responder, ainda que de forma parcial a esses questionamentos, é que se justifica essa pesquisa. Para tanto, foi necessário mergulhar nos aportes teóricos dos pedagogos e psicólogos que trabalham essa questão em livros, artigos e textos publicados, fazer pesquisa na internet e pesquisar, através de questionários previamente elaborados, junto aos professores que atuam especificamente nesse nicho para entender como eles vêm desenvolvendo os conteúdos matemáticos em seus centros. Além de verificar os conteúdos que estão sendo aplicados.

 

.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

Toda criança trás em si um conhecimento de mundo. Partindo desse pressuposto, o que seria então alfabetizar-se? Para os teóricos contemporâneos, dentre os quais as professoras Rosa Maria Maciel e Maria Luiza do Canto Benedetti,

"Ora, o que significa alfabetizar-se? Em suma, é apropriar-se de outras formas de leitura do mundo onde se inclui a palavra escrita, a quantificação deste mundo, a historicização, a construção do tempo, do espaço e de suas relações etc. Assim, o conhecimento matemático inclui-se no conceito de alfabetização em seu sentido mais amplo e como tal não pode ser tratado isoladamente, especialmente no caso da pré-escola."

 

Segundo as autoras, a educação infantil é um espaço de certa forma privilegiado para noções básicas de conteúdos matemáticos. Para elas, o ensino dessa disciplina deve ter a finalidade de construir um saber que capacite as crianças a pensar e a refletir sobre o seu cotidiano, sua realidade social, para, dessa forma, intervir no intuito de transformá-los. Isso apenas será possível se os mesmos encontrarem motivo e razão para aprender matemática. E, mais que isso, gostar de aprender!

Segundo Piaget (1978), “O conhecimento lógico-matemático é uma construção que resulta da ação mental da criança sobre o mundo, construído a partir de relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo, e também das ações sobre os objetos”.

Analisando a afirmação desse importante teórico, podemos deduzir que a Educação Infantil deve ser inserida em um conceito de educação com viés apontado para a construção do conhecimento elaborado pelo próprio “aprendente” e tendo como mediador seu professor ou outro adulto para direcioná-lo na busca da autonomia e independência. O conhecimento matemático fazendo parte do currículo dessa modalidade de ensino não deve se furtar dessa análise.

Partindo desse pressuposto e respeitando as especificidades, é possível categorizar que a Matemática é de extrema importância para o desenvolvimento ontológico da potencialidade da criança, favorecendo o raciocínio lógico, a criatividade e instrumentando-a para a vida.

 

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O ponto de partida para o trabalho com a disciplina Matemática na Educação Infantil dever ser pautado por problemas que se relacionam com a capacidade de estabelecer correspondências entre coisas, favorecer a descoberta das propriedades como cores, tamanhos e formas, o que acarretam o desenvolvimento das habilidades perceptivo-motoras.

Para Vygotski, a criança começa em seu processo de desenvolvimento se utilizando das mesmas formas de comportamentos que inicialmente outras pessoas usaram em relação a ela. E justifica:

Isto ocorre porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social, refratadas através de seu ambiente humano, que a auxilia a atender seus objetivos. Isto vai envolver comunicação, ou seja, fala.

 

Sem que precisemos envidar esforços, por essa afirmação, entendendo saberes matemáticos como componente do processo de comunicação dá perfeitamente para entender que conteúdos matemáticos podem e devem fazer parte do currículo da educação infantil.

Como processo metodológico, podemos e devemos escolher atividades que favoreçam a compreensão e resolução de problemas, especialmente quando o componente curricular apresentar abstração, for considerado difícil e desvinculado da prática cotidiana, sem nos esquecermos da realidade e das  condições de cada comunidade, que devem ser respeitadas, além, do querer de cada aluno. As atividades escolhidas não podem ser muito fáceis nem muito difíceis e ser testadas antes de sua aplicação, a fim de enriquecer as experiências através de propostas de novas atividades, propiciando mais de uma situação.

A matemática é utilizada no nosso cotidiano assim como no da criança, deve ser trabalhado o que faz parte desse universo infantil como a idade, o corpo, os brinquedos, as músicas, comparações, os jogos e brincadeiras. Ela deve ser ensinada como instrumento para interpretação das coisas que rodeiam nossas vidas e o mundo, formando assim pessoas conscientes para a cidadania e a criatividade e não somente como memorização, alienação e exclusão.

 

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Na educação infantil a criança aprende a comparar, a medir o que é maior, pequeno, alto, baixo, menor e essas aprendizagens ele traz para seu dia a dia. Através desse método que se propiciam trocas de informações e situações que favorecem o desenvolvimento dos alunos, podem criar e aprender noções e conceitos matemáticos através de atividades lúdicas que atrai e explora mais a atenção e reflexão das crianças.

Segundo Boavida (1992) é importante ensinar as crianças a pensar, pois assim vai ampliando seu conhecimento para tornar-se um adulto culto.

Como método para o ensino de conteúdos matemáticos deve-se priorizar o ato de brincar, pois assim a criança consegue estabelecer variados vínculos entre as características de seu papel, suas habilidades e competências e as relações com outros papéis, se conscientizando e fazendo generalizações importantes para seu desenvolvimento.

O professor precisa ter conhecimento de que para brincar os pequenos exigem alguma independência quanto à escolha dos companheiros e os papéis que assumirão durante um determinado enredo, assim conseguem apreender melhor os conteúdos e competências exigidas naquele ato.

Quando o professor permite a imaginação criada pela própria criança, ela costuma acionar seu pensamento na direção da resolução de problemas significativos, criando um espaço em que se pode experimentar o mundo e internalizar compreensão pessoal sobre os sentimentos, os diversos conhecimentos e as pessoas.

O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças; a relação com os objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles; a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar; os conteúdos sociais, como papéis, situações, valores e atitudes que se referem à forma como o universo social se constrói; e, finalmente, os limites definidos pelas regras, constituindo-se em um recurso fundamental para brincar. Estas categorias de experiências podem ser agrupadas em três modalidades básicas, quais sejam, brincar de faz-de-conta ou com papéis, considerada como atividade fundamental da qual se originam todas as outras; brincar com materiais de construção e brincar com regras.

 

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A atividade lúdica representada pelas brincadeiras de faz-de-conta, jogos que possuem regras, como os de tabuleiros ou como aqueles que representam a sociedade, jogos didáticos, corporais, jogos tradicionais, tudo isso amplia os conhecimentos infantis

Através de brincadeiras pode-se Iniciar a aprendizagem de conceitos de longe, perto, dentro, fora, em cima, em baixo, atrás, na frente, ao lado, dentro, fora, cheio, vazio; discriminar na criança o sentido de ontem hoje e amanhã; estimular o uso do raciocínio da criança; classificação e nomeação de objetos pelas cores primárias (azul, amarelo e vermelho), formas (círculo, triângulo e Quadrado), tamanho (grande e pequeno) e quantidade (1 a 9); nomear e identificar iguais e diferentes; conceitos de lateralidade: todo, dentro/fora, grande/pequeno, cheio/vazio, grosso/fino, muito/pouco; organização espacial: antes/durante e depois, hoje/ontem/amanhã;  Jogos de raciocínio (quebra-cabeça e jogos de encaixe); Classificar e nomear objetos pela cor, forma (círculo, triângulo e quadrado), tamanho e quantidade; Nomear iguais e diferentes.

As estratégias de “ensinagem” como diz Vítor Henrique Paro, além dos jogos e brincadeiras também passam por músicas e atividades que incentivam o aprendizado da criança como movimento da esquerda para a direita; jogos de dentro para fora; incentivar e explorar o meio ambiente; utilização do calendário e estimulação de perguntas e respostas que distingam o dia e a noite, o ontem, o hoje e amanhã; através de jogos como quebra cabeça, encaixes, de formas e situações problemas que incentivem a criança a pensar, não respondendo tudo para criança, sem que ela tente responder sozinha; também podem ser utilizados objetos, sucatas e material dourado que tenham estas características, utilizando-os em jogos, como procurar cor e forma.
      

DESCRIÇÃO E ANALISE DAS ATIVIDADES REALIZADAS

 

A pesquisa de campo foi realizada com professores do Centro de Educação Infantil Nosso Lar e Dom Franco Dalla Valle, a média de idade dos professores entrevistados é de 37 anos, o questionario foi entregue a 6 professores de maternal II e pré I, apenas 4 entregaram respondidas as questões. 

Professor 1: Trabalha há 5 anos na educação infantil, com maternal II e aplica a matemática de forma simples para desenvolver algumas noções matemáticas de grandezas e medidas, espaço e tempo e geometria. Trabalha a matemática de forma lúdica com jogos e brincadeiras, músicas, historinhas e algumas vezes atividades impressas, avalia o interesse, a atenção, a compreensão, participação.

Professor 2: tralha há 12 anos na educação infantil com o pré l neste ano, trabalha a matemática com as crianças desenvolvendo atividades que propiciam o conhecimento de acordo com os conteúdos estabelecidos no projeto de ensino do Centro de Educação, como Conceito de números, formas geométricas, espaço e tempo, jogos e brincadeiras, espaço, tempo, grandezas e medidas, trabalha de maneira diversificada que a criança sinta prazer, o aluno se empolga com o clima de uma aula diferente, o que faz com que aprenda sem perceber. Avalia suas crianças pensando no aprendizado e na fase do estágio de desenvolvimento que ela está anotando, observando e dialogando frequentemente com a turma.

Professor 3: Trabalha há 9 anos na educação infantil e fundamental atualmente está com maternal ll.Trabalha a matemática desenvolvendo noções lógicas, espaço e tempo, formas geométricas com atividades lúdicas, histórias, jogos e brincadeiras dirigidas. Avalia suas crianças observando o desempenho nas atividades propostas.

Professor 4: trabalha há 9 anos na educação infantil com a turma do maternal ll, trabalha a matemática de diversas maneiras, com atividades xerocopiadas, com músicas, jogos e brincadeiras lúdicas dependendo do conteúdo abordado, desenvolve as relações espaciais e temporais, formas geométricas, contagem, quantidade. Seu modo de avaliar é observando a participação, interesse e o desempenho da criança no decorrer das atividades.

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Como os teóricos vêem o ensino dessa disciplina (matemática) na educação infantil?

Todos os professores entrevistados citaram Vygotsky e Piaget. Segundo Piaget, a atividade direta do aluno sobre os objetos do conhecimento é o que ocasiona aprendizagem - ação do sujeito mediante o equilíbrio das estruturas cognitivas, o que sustenta a aprendizagem é o desenvolvimento cognitivo. Para Vygotsky, o jogo é visto como um conhecimento feito ou se fazendo, que se encontra impregnado do conteúdo cultural que emana da própria atividade. Seu uso requer um planejamento que permite a aprendizagem dos elementos sociais em que está inserido (conceitos matemáticos e culturais). Na concepção Piagetiana, o jogo assume a característica de promotor da aprendizagem da criança. Ao ser colocado diante de situações de brincadeira, a criança compreende a estrutura lógica do jogo e a estrutura matemática presente no jogo.

Vygotsky afirmava que através do brinquedo a criança aprende a agir numa esfera cognitivista, sendo livre para determinar suas próprias ações. Segundo ele, o brinquedo estimula a curiosidade e a autoconfiança, proporcionando desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção. O uso de jogos e curiosidades no ensino da matemática tem o objetivo de fazer com que as crianças gostem de aprender essa disciplina e desperta o interesse do aluno envolvido.

2)     Quais conteúdos devem ser abordados?

Todos os professores abordam números e sistema de numeração que envolve contagem, registro de quantidades próprias das crianças, série numérica convencional. É importante, introduzirem na sala de aula a numeração escrita tal como ela é, e trabalhar a partir dos problemas inerentes à sua utilização: grandezas e medidas, espaço e forma as relações temporais e geometria. Embora haja diversas crianças que trazem conhecimentos de sua experiência no mundo, é preciso fazer as interferências no sentido de ampliar suas noções matemáticas. Isto implica numa orientação do ensino que incorpora as brincadeiras, as histórias, cantigas, os jogos de regras, as atividades lúdicas, a elaboração de coleções, as atividades culinárias como fontes de aprendizagem, de forma que as crianças desenvolvam e conservem com prazer uma curiosidade acerca da Matemática, adquirindo diferentes formas de perceber a realidade, numa prática educativa focalizada na construção de um ambiente que atue como educador e que respeite os ritmos individuais no brincar, descobrir, interagir e produzir cultura.

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Com que abordagem metodológica?

Os professores usam em sua metodologia musicas, histórias, brincadeiras dirigidas ao ar livre, jogos diversos e atividades impresas . Mas aqui afirmamos a importância de trabalhar de forma lúdica, pois quando crianças brincam, demonstram prazer e alegria em aprender. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em busca da satisfação de seus desejos e a curiosidade os move para participar da brincadeira, dessa forma é desejável buscar conciliar a alegria da brincadeira com a aprendizagem.

 

4)      Quais as benesses para o desenvolvimento intelectual dessas crianças especialmente as que têm três ou quatro anos de idade?

Para os professores entrevistados oferece ao aluno uma base sobre o que construir, compreensão, facilidade para entender o processo dos jogos, autocontrole e respeito, possibilidade de construir estratégias, capacidade de comunicar o procedimento e a maneira de atuar bem como uma possibilidade para afetividade, prazer, autoconhecimento, cooperação, autonomia, imaginação e criatividade cresçam, permitindo que construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer e construir, o aluno se torna mais crítico, alerta e confiante, expressa o que pensa, elabora perguntas e tira conclusões sem necessidade da interferência do professor. Ensinar matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas.


PROPOSTAS DE ATIVIDADES PARA SE TRABALHAR COM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

As brincadeiras sugeridas não são as únicas para conseguirmos que as crianças construam seus conhecimentos matemáticos, mas com certeza, a partir delas, o professor tem a oportunidade de elaborar inúmeras possibilidades de atividades lúdicas, que exploram um trabalho com a matemática.

     Contagem dos números 1 a 7, dando ênfase ao número 7 visualizando em cartaz exposto os numerais de 1 a 9, identificando e contando oralmente até 7, os alunos pularam 7 bambolês contando. A atividade desenvolvida com o maternal 2, teve o objetivo de identificar o número 7. Esteve presente na sala por coincidência 7 alunos e os mesmos participaram ativamente atingindo o objetivo proposto.

      Proporcionar conhecimento matemático através de músicas infantis, 1, 2, 3 indiozinhos 4, 5, 6 indiozinhos 7, 8, 9 indiozinhos 10 no pequeno bote, 1 minhoquinha faz ginastiquinha, 2 minhoquinhas fazendo ginastiquinha..., 1 elefante incomoda muita gente 2 elefantes incomodam muito mais... foi trabalhado as músicas, contando com os dedinhos e visualizando as quantidades. Os alunos tiveram a oportunidade de visualizar os números e suas quantidades respectivas, depois a cada dia íamos colando embaixo dos números suas quantidades contando oralmente cada objeto( cisne em EVA) a ser colado no mural.

     Assistindo o vídeo Xuxa 5 da música pra frente, pra trás vamos pular... , proporcionou movimento do corpo e noções de espaço, lateralidade, além de desenvolver a linguagem. As crianças dançam conforme pede a música desenvolvendo os movimentos: frente, trás, esquerda, direita, rodar, pular, tocar o chão. A atividade desenvolvida foi muito divertida e as crianças gostaram muito. 

       Formas geométricas, reconhecendo e nomeando figuras geométricas, círculo, quadrado e retângulo, visualizando as formas e identificando em objetos como bolas, pratos, cd, mesa quadrada e retangular, observando a forma dos livros e revistas, folhas de papel sulfite. A atividade desenvolvida proporcionou a eles visualizar as formas em outros objetos do nosso dia a dia e identificá-los ao redor de nosso centro e em outras tarefas diárias.

 

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      Explorar blocos lógicos em fila, para representar sequência temporal, primeiro e último, primeiramente mostrando em blocos, depois em fila ir variando a sequência de alunos e pedindo, quem é o primeiro? Quem é o último da fila? As crianças respondiam com os nomes dos alunos.

Pedir que a criança desloque-se em um espaço delimitado imitando o andar de vários animais: sapo e canguru, cachorro, macaco, pato, etc.

 Jogo do trânsito: Recortar três cartões nas cores verde, amarela e vermelha. Os alunos se deslocam no pátio de acordo com a cor dos cartões: verde – correr; amarelo-andar; vermelho - parar.

 O que está faltando? Divide-se a sala em dois times. Todos deverão observar atentamente os objetos da sala. Um integrante de cada time sai da sala e um objeto é escondido. Ao regressarem, deverão descobrir qual objeto está faltando.

 O fantasma: É escolhido um aluno, que sairá da sala, e uma criança é coberta com um lençol. Ao retornar, o aluno terá que descobrir, observando atentamente os colegas, quem é o “fantasma”. Revezam-se as crianças até que todos que queiram tenham participado. Como variação desse jogo, todos sentam em roda, um aluno sai da sala e dois trocam de lugar. Ao retornar terá que descobrir quem trocou de lugar.

 Colar em uma folha sulfite uma figura de revista da qual falte uma parte, como, por exemplo, metade de um relógio, a cabeça ou meio corpo de uma pessoa, etc. A criança deverá completar a figura, desenhando. Uma variação para essa atividade é colar uma figura completa na folha sulfite, imaginar um cenário relativo àquela figura e desenhá-lo.

 Aumenta-aumenta: Prender ou segurar uma corda pelas extremidades, de forma que fique bem esticada e a uma pequena distância do chão. As crianças irão pular corda, que será levantada a cada passagem. Quando esta ficar muito alta para ser pulada, as crianças poderão passar por baixo. A corda também pode ser colocada mais alta e abaixada a cada passagem, quando terão que rastejar. Aproveitar para verbalizar a situação: Dá para pular? Por quê? E agora, vocês conseguem pular? A corda está alta ou baixa?

 

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 Derrube a pilha: Empilhar objetos diversos, como latas e caixas, variando a quantidade e a altura. Combina-se previamente quantas jogadas com a bola cada aluno cada aluno poderá fazer para derrubar a pilha com a bola. Usar objetos em questão para fazer a torre mais alta possível.

 Não pode cair: Os próprios alunos poderão encher suas bexigas, e deverão estar em um lugar amplo que facilite a movimentação. A um sinal do professor, as crianças deverão bater com a mão na bexiga tentando mantê-la no ar o maior tempo possível sem que ela toque o solo. Em um segundo momento, o professor poderá variar os comandos, como: bater a bexiga bem alta, a bexiga voará baixo ficando perto de sua mão etc.

 Propor experiências com altura – Medir e comparar a altura de diferentes pessoas e objetos, através do olhar ou da utilização de instrumentos de medida, convencionais ou não.

 Brincadeira do robô: Construir um percurso com várias opções de deslocamento, usando os materiais disponíveis: cordas, sacos de areia, bambolês, mesas, cadeiras, colchões, etc. Uma criança será o robô, e o professor (ou outra criança) terá o “controle remoto”: Siga em frente, pare, vire à direita, pule, vire à esquerda etc. invertem-se os papéis.

 Formar um “trem” usando formas geométricas que se repetem, como nestes exemplos com blocos lógicos: um quadrado pequeno azul, dois retângulos grandes vermelhos, um triângulo pequeno amarelo, um quadrado azul, dois retângulos grandes vermelhos...

  Vou viajar, o que vou levar – A criança que iniciará a brincadeira dirá, por exemplo: “Vou viajar e vou levar na mala uma blusa”. A segunda diz: “Vou viajar e vou levar uma blusa e uma calça”. A terceira criança repete o que as duas disseram e acrescenta mais um item. Quando a quantidade de objetos se torna muito extensa, a brincadeira recomeça com novos itens. A mesma atividade poderá ser realizada com outros temas como: “Fui ao supermercado e comprei...”, “Hoje no almoço eu comi...” ou ”Fui ao zoológico e vi...”. Para facilitar, poderá haver apoio visual dos objetos em questão.

 

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 Pedir que a criança passe a bola de uma mão à outra ou segure a bola com uma mão e passe -a  para as costas pegando-a com a outra mão, passando para frente novamente. Inverter o sentido.

 Pular o rio: duas cordas, paralelas uma à outra, formam um rio que será pulado e alargado progressivamente.

Quantificar por estimativa: reunir alguns objetos em cima de uma mesa ou dentro de um pote transparente e tentar adivinhar quantos objetos há. Conferir o resultado por meio de contagem.

 Fazer um numeral em tamanho grande no chão da sala de aula ou no pátio, usando fita adesiva colorida, fita crepe, giz de lousa ou mesmo de tijolo, para que a criança caminhe em cima dele no sentido do movimento.

 Desenhar uma figura geométrica na cartolina e colar areia em seu contorno, deixando secar bem. De olhos fechados, a criança passará o dedo, sentindo o contorno da forma.

 Amarrar um barbante no bico da bexiga e segurar na ponta. Dar um puxão e bater repetidas vezes na bexiga, executando um movimento de vaivém.

Como resultado, pode-se dizer que a experiência foi ótima, pois se observou o empenho dos alunos, na participação e compreensão das estratégias utilizadas por eles o que demonstraram aprendizagens significativas em relação aos aspectos lógico-matemáticos.

 

CONCLUSÃO

 

   Estou satisfeita com o resultado da pesquisa e estudo acerca desse trabalho. Percebi que é importante para as crianças a construção gradual do seu conhecimento, aprendendo aos poucos as noções matemáticas. As conclusões, que pude inferir da atividade vivenciada é a de ressaltar a importância de se trabalhar a linguagem matemática de forma que envolva as situações de sala de aula, as vivências e experiências das crianças. Observei que a música pode ser um recurso a ser seguido que vai além do movimento. Envolve os alunos com atividades sequenciais que resultam em aprendizagens surpreendentes. Em síntese, considero que a experiência realizada foi muito boa e oportunizou às crianças não só incentivos e construção lógica da linguagem matemática, como também outras áreas como desenvolvimento motor com atividades lúdicas que despertam a atenção e interesse dos alunos.

A partir dos resultados obtidos até o momento tenho condições de traçar algumas conclusões que diz respeito as brincadeiras e jogos que, enquanto subsidio teórico para o desenvolvimento do ensino de matemática, o que ainda é pouco utilizado como referência para educadores refere-se a potencialidade da atividade de ensino enquanto um encaminhamento teórico-metodológico para o ensino de matemática nos anos iniciais tem mostrado grande desenvolvimento e interesse das crianças em  aprender numerais, quantidades, formas e assim o professor tendo que ampliar sua  abordagem metodológica para enriquecer o conhecimento infantil. Isso vem sendo constatado através dos resultados obtidos nos Centros de Educação Infantis. Contudo, há que se ressaltar a importância de que a busca de qualquer embasamento teórico para encaminhamentos metodológicos requerem, antes de tudo, um primoroso estudo dos autores que a fundamentam.

De posse da fundamentação teórica e dos dados obtidos durante a pesquisa, pude verificar que uma das formas de viabilizar o ensino da matemática na Educação Infantil é através das atividades lúdicas, envolvendo jogos e brincadeiras, pois as mesmas propiciam trocas de informações, criam situações que favorecem o desenvolvimento da sociabilidade, da cooperação e do respeito mútuo entre os alunos, o reconhecimento que as atividades corporais podem se constituir numa forma das crianças aprenderem noções e conceitos matemáticos a partir da Educação Infantil. Pretendo dar prosseguimento a esse trabalho, ampliando os jogos e as atividades, pois a partir dos resultados observados considero válido o trabalho realizado.

 

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Compreendi que aprender matemática em qualquer nível de ensino (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, etc), vai além de apenas aprender técnicas de cálculo. É desenvolver um raciocínio lógico, tendo a capacidade de pensar e se expressar matematicamente, interpretar dados, resolvendo problemas e criando estratégias. Sabemos que as crianças possuem necessidades distintas entre si, por isso não podemos fornecer “receitas mágicas” para o ensino de matemática, mas podemos oferecer sugestões de atividades que podem ser recriadas e modificadas, de acordo com a realidade em que está sendo trabalhada.

Espero que este trabalho possa servir de fonte de consulta para todos aqueles que se predisporem a trabalhar a matemática na Educação Infantil, especialmente as colegas professoras.

                

AUTOAVALIAÇÃO 

 

O trabalho foi de enorme importância, pois oportunizou a construção de grande conhecimento, estudando em diversos livros e revistas, meios de comunicação, procurando ampliar meu conhecimento. Meus trabalhos acerca do assunto matemática na educação infantil, foram exaustivos, procurei em vários recursos educacionais encontrar formas lúdicas de ensinar as crianças, adquiri várias revistas e livros, comprei e peguei emprestado de colegas, portanto, o trabalho realizado tem sido amplo para meu desenvolvimento e consequentemente das crianças com as quais trabalhei. No meu ver obtive sucesso no processo de ensino-aprendizagem.

 As dificuldades que encontrei foi em questão do tempo em que tive que deixar de lado afazeres para leituras e pesquisas, ficar com lápis e cadernos na mão fazendo anotações para o que colocar e tirar neste projeto enquanto os filhos imploravam um minuto do tempo para dizer como foi o dia e receber um pouco de atenção.

Também com a pesquisa de campo entendi que são poucos os professores que se disponibilizam a ajudar, alguns olham e dizem somente “não quero é muito complicado” ou simplesmente pegam e fazem de conta que não pegaram ´´esquecem``, dificultando a realização da atividade.

O que construí foi um grande conhecimento para o ensino da matemática, pois me sinto apta para desenvolver essa matéria de forma a construir e enriquecer o aprendizado de crianças em fase de construção do conhecimento, introduzindo aos poucos a linguagem matemática de forma lúdica.

Percebi que é imprescindível também que o professor avalie se o trabalho desenvolvido está atingindo os objetivos preestabelecidos, só assim poderá redirecionar sua prática pedagógica, com vistas a promover uma aprendizagem de matemática significativa para as crianças. O professor possui uma função importante que é propiciar às crianças um ambiente em que possam explorar diferentes idéias matemáticas, que não sejam apenas numéricas, mas também referentes à geometria, às medidas e às noções de estatística, de forma prazerosa e que possam compreender a matemática como fator inserido na vida.

 

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Aprendi também que existem variadas formas de trabalhar com a matemática na escola Infantil. Ela está presente na arte, na música, em histórias, na forma como a criança sistematiza o pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis, na hora de dividir porções de lanche, etc.

É aí que são construídos conhecimentos matemáticos como tamanhos, distância, comprimento, cores e formas. Uma criança aprende muito de matemática, sem que o adulto precise ensiná-la. Descobrem coisas iguais e diferentes, organizam, classificam e criam conjuntos, estabelecem relações, observam os tamanhos das coisas, brincam com as formas, ocupam um espaço e assim, vivem e descobrem a matemática.

As crianças manifestam o estreitamento com noções matemáticas desde a maneira como cortam um papel até na habilidade de tomar decisões. No momento em que elas utilizam o pensamento automaticamente suas habilidades matemáticas se manifestam, não importa se poucas ou muitas, o fundamental é que as relações existentes entre elas (as crianças) e a Matemática propiciam avanços que se observados podem facilitar o entendimento sobre outras áreas do conhecimento.

Quando as crianças começam a dizer que têm dois bonecos, cinco petecas, duas pulseiras ou uma boneca a idéia de número está se construindo na sua psique. Quando começa a relacionar o conjunto de brinquedos que ela possui com o conjunto que seu amigo possui, sua mente amplia as relações interpessoais e se abre para questionar.

A educação infantil possibilita nos pequenos uma sistematização dos conhecimentos de maneira agradável e rica. Ela vem dar suporte para o ensino fundamental, para que os alunos possam se nutrir de ingredientes que venham somar com os que eles já trazem do contexto familiar e assim fortalecê-las para a descoberta de novos conhecimentos. Trabalhar com os alunos da educação infantil, em especial os de 3 e 4 anos é envolver-se constantemente com desafios, os quais fazendo uso dela se pode alcançar êxitos constantes.

 

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Devemos proporcionar um ambiente "matematizador" com brincadeiras, jogos e atividades lúdicas, interativas e desafiadoras, capaz de encorajar os alunos a propor soluções, explorar possibilidades, levantar hipóteses, desenvolver noções matemáticas e raciocínio.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

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BUCHALLA, Anna Paula. "Mais Autonomia." Revista Veja. Ed. 1 934, n. 49, dezembro, 2005, p. 120-124.
CARRAHER, Terezinha Nunes (org.). Aprender pensando: contribuição da psicologia cognitiva para a educação. 14ª ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
CENTURIÓN, Marília [et al]. Matemática: educação infantil. Coleção vai começar a brincadeira. São Paulo: FTD, 2002. v. 2.

CERQUETI-Aberanke, Françoise; Berdonneau Catherine. O ensino da matemática na educação infantil; tradução Eunice Gruman. Porto alegre: Artes Médicas,1997.

KAMII, Constance. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação com escolares de 4 a  6 anos. Tradução de Regina A. de Assis. Campinas, SP: Papirus, 1990.

 REIS, Silvia Marina Guedes dos. A matemática no cotidiano infantil: jogos e atividades com crianças de 3 a 6 anos para o desenvolvimento do raciocínio-lógico-matemático. Campinas, SP: Papirus, 2006. (Série Atividades)

 SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez (orgs.) Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

 

Autor: INDIALINE CRISTIANE DA SILVA TONSAK

Montagem: Vitorio Helatczuk

Comentários  

 
+1 #12 Platão 11/05/2013 16:03
Para mim foi um pequeno começo mas um grande passo para a pedagogia, obrigado Pontes e Lacerda.
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0 #11 eduardo 30/04/2013 07:36
Valeu ai ajudou muito.
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0 #10 layneketly 07/04/2013 17:07
me ajudou muito
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-1 #9 layneketly 07/04/2013 17:07
me ajudou muito
para o trabalho de ultima hora obg
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0 #8 Dóris 31/01/2013 07:29
Ótimo! obrigada ajudou muito na minha apresentação hoje na faculdade.
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0 #7 ÉRICA FRANCELINO 08/01/2013 10:47
Valeu pela ajuda!!
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+2 #6 Jéssica 22/05/2012 14:51
Isso me ajudou muito
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+1 #5 ALESSANDRA RODRIGUES 14/05/2012 19:21
um excelente trabalho, muito bem elaborado.
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0 #4 PINTO JOSE HENRIQUES 29/04/2012 02:56
MUITO BOM, AJUDOU-NOS MUITO NA NOSSA PESQUISA.
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+1 #3 girlane 11/04/2012 17:51
ameiiiiiiiiiiii i. :lol:
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